Tradição
Preservar a identidade do Rito e a continuidade da transmissão recebida, sem a reduzir a uma mera referência histórica.
Uma Obediência maçónica orientada para a preservação, prática e transmissão do Rito Escocês Primitivo, no respeito pela tradição recebida e pela natureza iniciática do trabalho maçónico.
A Grande Loja de Portugal reúne e enquadra o trabalho de Lojas regularmente constituídas segundo os seus princípios, normas e usos maçónicos.
A sua finalidade institucional não assenta na exposição pública, mas na criação das condições necessárias ao desenvolvimento do trabalho iniciático, à preservação do Rito e à sua transmissão.
A Grande Loja de Portugal não representa o início da prática do Rito Escocês Primitivo em Portugal. A sua constituição atual insere-se num percurso desenvolvido ao longo de mais de uma década e numa filiação ritual recebida de França.
Os primeiros trabalhos regularmente constituídos do Rito Escocês Primitivo em território português remontam a 2012, na sequência da transmissão recebida da tradição francesa do Rito.
Ao longo desse percurso, as estruturas portuguesas receberam Cartas Patentes do Rito emitidas por obediências francesas inseridas na filiação institucional do Rito Escocês Primitivo reorganizado por Robert Ambelain. Em 2015 foram emitidas novas Cartas Patentes, acompanhadas das respetivas cerimónias de consagração.
A atual Grande Loja assume essa herança e a responsabilidade de preservar, praticar e transmitir a tradição recebida, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em Portugal desde 2012.
A forma institucional atual é recente; a transmissão ritual e o trabalho que a precedem não o são.
Preservar a identidade do Rito e a continuidade da transmissão recebida, sem a reduzir a uma mera referência histórica.
Reconhecer no simbolismo e no trabalho em Loja instrumentos de aperfeiçoamento moral, intelectual e espiritual.
Respeitar a reserva própria dos trabalhos e a vida privada dos membros, evitando transformar a Maçonaria num exercício de exposição pública.
A Grande Loja de Portugal mantém uma presença pública limitada ao que considera necessário para afirmar a sua existência institucional, apresentar os seus princípios e disponibilizar um meio legítimo de contacto.
A Grande Loja de Portugal não expõe publicamente a identidade dos seus membros nem a vida interna das Lojas. Alguns trabalhos de reflexão podem, por decisão dos respetivos autores e no respeito pela reserva maçónica, ser disponibilizados publicamente. A discrição é entendida como parte da própria cultura maçónica e como forma de proteção da liberdade individual de cada membro.